O CEO, Léo Apotheker, e o membro do board executivo, Jim-Hagemann, detalham a estratégia e o rumo da companhia alemã
Oferecer soluções que promovam a integração dos diferentes processos de negócios entre distintas companhias é a grande aposta da SAP para manter-se relevante no agressivo mercado de TI. Também representa uma maneira de proteger-se de ser alvo de aquisições - rumores que, segundo o CEO global, Léo Apotheker, não passam de informações plantadas por jornalistas.
Quando a fabricante alemã de sistemas de gestão reforça esse posicionamento, ela, sobretudo, coloca-se como principal provedora de softwares fim a fim, ou seja, que atendam à toda a cadeia (como da fabricação à entrega do produto) e supram as diversas necessidades das empresas por otimização de processos. “Não queremos ser o único fornecedor, mas prover aplicações que se integrem com outras. Por isto, usamos uma arquitetura aberta, baseada em SOA”, explicou o membro do board executivo, Jim-Hagemann, em encontro com jornalistas latino-americanos na sede da SAP em Walldorf, na Alemanha. Esse caminho, defendem Apotheker e Hagemann, mostra-se melhor que se focar verticalmente em tecnologias, desde os aplicativos, banco de dados e infraestrutura.
Na estratégia da companhia alemã de 13 bilhões de euros, não há espaço para hardware. E isto está bem claro quando, por exemplo, Hagemann o define como commodity. “O futuro está na integração orientada à nuvem e no banco de dados in-memory. Assim, não faz sentido investir em hardware”, afirmou o executivo. Na mesma linha, Apotheker defende que a indústria de software está apenas começando e que as maiores movimetações - e, claro, as oportunidades - ocorrerão quando a “internet das coisas” for realidade. Isto aliado à geração Y, que impõe novas demandas para os players do setor e fará o mercado de software atraente o suficiente para companhias como a SAP centralizar neste nicho seus esforços. “Como fazer os dispositivos se comunicarem com as pessoas é um problema endereçado à indústria de software”, explicou o CEO.
Neste cenário, as aquisições não estão descartadas. Pelo contrário, os executivos da SAP em Walldorf falaram com desenvoltura sobre o assunto, mas deixando transparecer que não se deve esperar outra compra de grande proporção como foi a da Business Objects. O direcionamento que vem do QG na Alemanha aponta para a chamada aquisição de tecnologia, ou seja, empresas de menor porte e que detenham algo que a SAP não domine.
Com este ritmo, a previsão no longo prazo é impor um crescimento de “dois dígitos” no faturamento, mas, ressalta Apotheker, de forma sustentável. Tanto que o CEO mostrou-se realista com relação à receita atual. “A crise nos afetou como afetou outras companhias. A pergunta que se deve fazer é qual é o mundo que emerge, porque ele será diferente de antes.” Ele defende um modelo sustentável de negócios e reconhece que não espera um rápido crescimento no curto prazo.
A sustentabilidade, aliás, é outra palavra que se ouve muito nos corredores de Walldorf, inclusive tendo impactado algumas ofertas, soluções que ganharam funcionalidades para, por exemplo, calcular a emissão de carbono ou os gastos com energia elétrica.
Fonte> http://www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=62419&utm_source=newsletter_20091106&utm_medium=email&utm_content=SAP%20foca%20na%20integração%20de%20processos%20de%20negócios&utm_campaign=ITWebDirect